Imagine você como um diretor de
uma grande empresa e tem a oportunidade de expandir seu empreendimento para uma
área não utilizada, uma parte do terreno próximo a um rio. Fazendo assim sua
capacidade de produção será ampliada, mais vendas, mais dinheiro. Basta apenas
sua decisão para que isso venha ocorrer. O que você faria diante da chance de
aumentar seus ganhos?
A
lógica provavelmente fará com que opte em ocupar a área com novos setores industriais,
contudo, ao analisar a escolha veremos que a vegetação ciliar (a margem do rio)
foi desmatada para o crescimento do negócio, com o passar do tempo, os
barrancos sem a proteção das plantas começam a erodir (ter os sedimentos
arrastados) pela ação da chuva e vento, assoreando (acumular sedimentos) o
leito do rio próximo ao terreno. Este rio, que abastecia a cidade, passa a ter
sua capacidade comprometida fazendo que não só os habitantes, mas, também a
empresa tenha um fornecimento de água deficiente fazendo com que os custos de
produção aumentem consideravelmente.
É
interessante o poder de ação num ambiente onde tudo e todos estão interligados.
Visar obter “mais e mais” é uma característica própria do ser humano, nada
contra isso, aliás, é justificável o ato de querer o melhor para si,
entretanto, esta visão precisa de uma certa cautela. “Toda ação gera uma reação
e cada ação precisa de planejamento”.
A
verdade é que já não há espaço para “o lucro a qualquer custo”, este pensamento
é desumano, antiecológico e sua viabilidade é momentânea e ilusória. Neste
contexto é cada vez mais forte a ideia de desenvolvimento sustentável, não só
no setor privado, mas também na área governamental em geral. Um conjunto de
conceitos que de maneira simples e resumida reza que qualquer atividade deve
ser fundamentada em três pilares básicos: sustentabilidade econômica, social e
ambiental.
Trata-se
de um norteador para gestão de países em desenvolvimento. Que se aplica muito
bem em um meio de mudanças climáticas provocado pelo aquecimento global, fruto
de um capitalismo desenfreado, gerando impactos sobre economia como a inflação
de alimentos e problemas de ordem social como os desabrigados das áreas
inundadas pelo aumento do nível do mar e outras catástrofes. Contudo, precisa
deixa de ser apenas um discurso da moda.
A
ideologia não tem só como indicadores índices econômicos como o PIB (produto
interno bruto, soma das riquezas produzidas por um país) ou renda per capita (por habitante), pois, são
ilusórios a partir do momento que uma grande parcela de riqueza esteja
concentrada na mão de uma pessoa inserida numa determinada população. Esta
receita quando dividida pelo quantitativo de habitantes deste grupo resultará
em dados satisfatório, mas, que esconde uma falha na distribuição de renda. Por
isso mesmo a sustentabilidade leva em consideração fatores como pobreza, meio
ambiente e biodiversidade, além de padrões de consumo, saúde, educação, dentre
outros.
De
maneira geral o conceito de desenvolvimento sustentável procura harmonizar a
economia ao meio em que ela é implantada, respeitando os fatores sociais e
ambientais. Pois, o progresso é desejável, mas, precisa ser responsável.
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