sábado, 22 de junho de 2013

OS INDIGNADOS

A AJOC (Associação Jovem Coroense) estará nesta terça feira (27 de junho), às duas horas da tarde, próximo a ZomBar se reunindo para discurtir a organização de um movimento por nós batizado de "Os Indignados". Já fazem alguns dias que nós nos mobilizamos contra a degradação ambiental na nossa cidade e a situação em especial do Engenho Manguinhos, tendo em vista que nossos líderes não se pronunciam contra o ato ou não demonstram ações para deter o impacto ambiental e social dos loteamentos em São José da Coroa Grande. 

Desde já convocamos os cidadãos coroenses a participarem conosco deste momento onde estaremos estabelecendo diretrizes do nosso ato, bem como, formatar os procedimentos logístico e outros assuntos que se fizer interessante.

Abriremos espaço para você jovem, estudante, professor, agricultor, comerciante, policial, artista, profissional da saúde e demais classes do nosso município, para fazerem suas reinvidicações junto a nós. Por entedermos que juntos somos fortes, por isso mesmo o nome do movimento.

Para mais informações contate-nos:

(81) 8589-5703

Agredecemos àqueles que se disporem a abraçar nosso ato.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A Herança da Cana (Parte II)

Continuando a série de artigos sobre a degradação ambiental e cultural causada pelo loteamento das áreas próximas ao Engenho Manguinhos e os impactos sociais provenientes do mesmo, a AJOC (Associação Jovem Coroense) se reuniu junto com os moradores da comunidade e o advogado criminalista Júlio Latanze para discutir a situação dos residentes do pequeno arruado.

No momento ficou esclarecido aos presentes que seria preciso dar início a um processo de manutenção de posse e posteriormente um de Usucapião (direito de posse por tempo de uso).

A AJOC está se mobilizando junto ao poder judiciário local de forma esclarecedora tal que as famílias afetadas desenvolvam sua protagonização cidadã, fermentando sua própria autonomia.

Solicitamos a todos cidadões coroenses que juntem-se a nossa causa, na promoção de políticas públicas em prol de um povo sofrido, pouco ciente sobre seus direitos e abandonados pelos seus líderes políticos locais.

Onde estão os nossos ficais que colocamos na câmara? Será que estão defendendo seus direitos ou os nossos? Nós que pagamos nossos impostos de forma justa e digna para que estes que se dizem fiscais ou vereadores que tem total responsabilidade de fiscalizar e planejar ou formular projetos que beneficiem a própria comunidade. "ACORDEM VEREADORES!"

Na primeira semana deste mês foi comemorada a semana do meio ambiente e então perguntamos: Vamos resolver a situação ambiental apenas com discursos bonitos? Senhor secretário e diretor de meio ambiente será que vocês estão a par da degradação que está acontecendo no Engenho Manguinhos que é um dos berçário de desova de Guaiamuns e por onde passa o riacho Meirelles que deságua em Gravatá que foi para nossa história coroense e pernambucana um porto açucareiro que deu emprego a várias pessoas de São José da Coroa Grande do campo dos senhores de engenho? Esperamos alguma atitude por parte da vossa senhoria, pois, a nossa estamos fazendo.

Observem os anexos e tome consciência do que vocês estão vendo e se for legal que vocês respondam claramente o porquê de tal destruição e quais benefícios que tal progresso está nos trazendo e se pode ser chamado de progresso. Se vocês estiverem a par mandem respondendo as nossas questões para que possamos defender as vossas ideias, pois, os jovens estão cansados de promessas de empreendedorismo e desenvolvimento sustentável e etc, etc, etc... Hoje o que vemos são estas fotos:

Assoreamento de córrego próximo a comunidade Mata do Cajueiro

Estradas de acesso aos lotes (note que a estrada adentra Gravatá)

Desvio do Riacho Meirelles

Construção de pontes sobre o Riacho Meirelles

Buraco nas estradas abertas sobre área de vàrzea

Leito de Rio morto que antes passava água agora desviado isso não mais acontece

Berçário de guaiamuns

Pequenas espécies de peixes

Cacimba em Manguinhos

Fonte d'água

Uma das casas principais de Manguinhos (marco da história)

Casa em Manguinhos

Membros da AJOC (Thomas Magno à direita e Fernando Filho  sentado sobre os degraus. Foto: Luiz Batista), Advogado Júlio Latanze (sentado a direita) e moradores do engenho Manguinhos em reunião sobre a demolição da comunidade. 

Moradores presentes na reunião

Esclarecimento com um dos moradores (Seu André)

Reunião com moradores, advogado e AJOC.

Moradores que se sentem amedrontados.



quinta-feira, 13 de junho de 2013

A Herança da Cana

Na última semana a AJOC (Associação Jovem Coroense) publicou o artigo "Progresso: A Que Custo?" (o artigo se encontra disponível no nosso blog) que alertava sobre o risco socioeconômico e ambiental do loteamento próximo a entrada de São José da Coroa Grande - PE.

Entendo o caso:

As áreas dos lotes estão situadas sobre um local de várzea próximo ao mangue de Gravatá (São José da Coroa Grande), estas foram desmatadas e aterradas. Os aterros hoje erodem, assoreando, córregos, antes usados para pesca de subsistência de muitos moradores de áreas de risco social no município, e o riacho Meirelles que desagua em Gravatá e cria o ambiente de estuário para reprodução de espécies de crustáceos e peixes produtos da economia pesqueira local.

A situação mais delicada é o Engenho Manguinhos, comunidade com grande riqueza cultural, formada por ex-trabalhadores da cultura canavieira que no ato da falência da antiga Usina Central Barreiros, não podendo ser indenizados pelo quadro financeiro da empresa, tiveram a casas cedidas na localidade para que residissem.

A área onde as moradias estão localizadas foram vendidas, em virtude disso, os moradores do Engenho Manguinhos sofrem constantes ameaças de forma indireta para que deixem as suas casas pela quantia de R$ 3.000,00 (três mil reais), quantia irrelevante para quem mora na comunidade a mais de meio século e tem direito a usucapião, compensação mais que justa pelos anos de sofrimento nos grandes latifúndios.

Depois de nossa publicação é com grande pesar que informamos que mais uma família deixou sua casa após vários atos covardes contra um povo sofrido e pouco esclarecido em relação aos seus direitos.

Indignados com o atual cenário a AJOC está se mobilizando com o judiciário coroense, em parceria com advogados solidários a causa, em prol da comunidade Manguinhos.

Desde já solicitamos a todos que compartilhem da nossa luta, colaborando com o abaixo assinado articulado por nós cobrando as devidas providências para o caso.

Segue o link:

Salve Manguinhos


terça-feira, 11 de junho de 2013

Deu na Câmara (seção ordinária do dia 11 de Junho de 2013)

RESUMO:

Não houve seção no referido dia por falta de quorum (pessoas suficiente para começar o debate). Estando presentes no momento 03 representantes do legislativo. Sendo esperado 30 minutos para compor a casa. O que não ocorreu.

sábado, 8 de junho de 2013

Progresso: A Que Custo?



             Vindo pela PE-060, sentido Barreiros – Alagoas, facilmente se notará os lotes a venda na entrada de São José da Coroa Grande quase como cartão postal da cidade e símbolo de prosperidade, doce ilusão.
            Não que haja algo de errado na construção de novos empreendimentos que possam criar novas oportunidades para nossa cidade, contudo, há de se ter uma preocupação com os impactos que a implantação destes possa gerar sobre a comunidade coroense. O avanço é desejável, entretanto, que venha dentro dos parâmetros do “desenvolvimento sustentável” (conjunto conceitual que procura harmonizar atividades econômicas com o meio onde elas são desenvolvidas, sem comprometer os recursos naturais e as condições sociais nele existente): economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto. O que não acontece no caso observado.
            O loteamento de áreas próximo a Manguinhos (Distrito de São José da Coroa Grande) “é economicamente viável para poucos”. A obra hoje é uma ameaça substancial a riqueza cultural e ambiental do município. Há relatos claros de coação sofrida pelos moradores de Manguinhos para que vendam suas casas por míseros R$ 3.000,00 (três mil reais), quantia irrisória para pessoas que ter direito a usucapião (direito de posse por tempo de uso). As habitações existentes nos arruados, com mais de meio século, foram moradas dos antigos trabalhadores da Usina Central Barreiros, os tijolos batidos das casas derrubadas evidenciam o valor histórico e cultural do lugar que pode ser aproveitado pela comunidade em atividades turísticas descentralizadoras de renda.
            Ao invés disso, o que se ver é a migração quase que forçada para áreas de risco social da região, contribuindo para o aumento nos índices de violência.
            Outra problemática bastante pertinente diz respeito ao impacto ambiental na área de loteamento, uma várzea onde se encontra vários exemplares da fauna local como anum, guaiamum, cobra cipó, sábia, muitas espécies de pequenos peixes, dentre outros, e vegetação típica. Com a ocupação do seu habitat estes animais se tornaram pragas urbanas.
            O impacto maior é sobre os recursos hídricos, em especial ao rio que desemboca no manguezal de Gravatá (São José da Coroa Grande), a destruição da vegetação nativa, principalmente da flora ciliar, e aterramento do local aonde se situam lotes e estradas de acesso a eles, vem provocando o seu assoreamento (acúmulo de sedimentos no rio que causa a diminuição do seu leito), fruto da erosão (arrastamento de sedimentos por água ou outros agentes) do barro lá colocado. Já se ver trechos em estado avançado degradação, quase que extinguidos.
            Não é apenas uma questão ambiental isolada, já que espécies de peixes e outros animais dependem do estuário (ambiente de transição entre o rio e o mar) para se reproduzirem o que afetará a economia local no momento em que a população de pescados diminuirá drasticamente com a morte do rio, afetando a economia pesqueira local.

Área de loteamento  próximo a comunidade Mata do Cajueiro

Erosão do aterro do loteamento próximo a comunidade Mata do Cajueiro

Assoreamento do córrego, antes usado para pesca de camarão e pequenas espécies de peixes, próximo a comunidade Mata do Cajueiro

Anum (pássaro nativo)

Estrada de acesso aos lotes, ao fundo o manguezal de Gravatá.

Construção de ponte sobre rio que deságua em Gravatá.

Assoreamento do rio com foz em gravatá.

"Loca" de Guaiamum

Helicônia (flores bastantes valorizadas pela floricultura comercial e bioindicadora da presença de beija flores única espécie capaz de polinizá-la).

Vegetação típica (bio indicadora da presença de guaiamum)

Nível de assoreamento avançado em rio próximo a Manguinhos onde antes se dava para nadar.

Casa com mais de meio século sendo destelhada

Telhas retirada de casa histórica

Aterro na chegada a São José da Coroa Grande


Deu na Câmara (seção do dia 04/06/2013)



Resumo da Seção Ordinária da Câmara Municipal de Vereadores do Município de São José da Coroa Grande

            A seção iniciou-se no dia 04 de junho de 2013, com 20 minutos de atraso, tendo todos os representantes do poder legislativo, tendo abertura pelo presidente da casa, solicitando que o secretário fizesse uso de todos os vereadores presentes, este o fez e também leu a ata da seção anterior.
            Na ocasião foi aprovado por unanimidade o aumento do piso salarial do magistério dos professores ativos e inativos do setor municipal, ficando o piso do profissional da área de nível médio com 200 horas mensais de R$ 1.567,00 e o de nível superior com a mesma carga horária de trabalho de R$ 1.734,00.
            Em seguida foi colocada em votação à aprovação das contas de 2009 da gestão anterior, estas já aprovadas com ressalvas pelo tribunal de contas do estado (TCE). Sendo a mesmas também aprovadas pelo legislativo local por 08 votos, havendo duas abstenções (o presidente só vota em caso de desempate).
            Também foi citada a situação delicada da Rua da Batateira, que sofre com os danos sofridos aos bens dos moradores, como por exemplo, rachaduras nas casas e peças quebradas dos veículos, proveniente da descarga de estoque de um supermercado local, que também danifica as tampas dos bueiros, gera poluição sonora e bloqueia o tráfego. Sendo colocada como solução a mudança do acesso para descarga de estoque para outra parte do prédio da empresa que não impactasse moral e financeiramente os cidadões coroenses que lá residem. Porém, esta problemática não foi colocada em votação.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Desenvolvimento Sustentável: Crescimento Com Responsabilidade



               Imagine você como um diretor de uma grande empresa e tem a oportunidade de expandir seu empreendimento para uma área não utilizada, uma parte do terreno próximo a um rio. Fazendo assim sua capacidade de produção será ampliada, mais vendas, mais dinheiro. Basta apenas sua decisão para que isso venha ocorrer. O que você faria diante da chance de aumentar seus ganhos?
            A lógica provavelmente fará com que opte em ocupar a área com novos setores industriais, contudo, ao analisar a escolha veremos que a vegetação ciliar (a margem do rio) foi desmatada para o crescimento do negócio, com o passar do tempo, os barrancos sem a proteção das plantas começam a erodir (ter os sedimentos arrastados) pela ação da chuva e vento, assoreando (acumular sedimentos) o leito do rio próximo ao terreno. Este rio, que abastecia a cidade, passa a ter sua capacidade comprometida fazendo que não só os habitantes, mas, também a empresa tenha um fornecimento de água deficiente fazendo com que os custos de produção aumentem consideravelmente.
            É interessante o poder de ação num ambiente onde tudo e todos estão interligados. Visar obter “mais e mais” é uma característica própria do ser humano, nada contra isso, aliás, é justificável o ato de querer o melhor para si, entretanto, esta visão precisa de uma certa cautela. “Toda ação gera uma reação e cada ação precisa de planejamento”.
            A verdade é que já não há espaço para “o lucro a qualquer custo”, este pensamento é desumano, antiecológico e sua viabilidade é momentânea e ilusória. Neste contexto é cada vez mais forte a ideia de desenvolvimento sustentável, não só no setor privado, mas também na área governamental em geral. Um conjunto de conceitos que de maneira simples e resumida reza que qualquer atividade deve ser fundamentada em três pilares básicos: sustentabilidade econômica, social e ambiental.
            Trata-se de um norteador para gestão de países em desenvolvimento. Que se aplica muito bem em um meio de mudanças climáticas provocado pelo aquecimento global, fruto de um capitalismo desenfreado, gerando impactos sobre economia como a inflação de alimentos e problemas de ordem social como os desabrigados das áreas inundadas pelo aumento do nível do mar e outras catástrofes. Contudo, precisa deixa de ser apenas um discurso da moda.
            A ideologia não tem só como indicadores índices econômicos como o PIB (produto interno bruto, soma das riquezas produzidas por um país) ou renda per capita (por habitante), pois, são ilusórios a partir do momento que uma grande parcela de riqueza esteja concentrada na mão de uma pessoa inserida numa determinada população. Esta receita quando dividida pelo quantitativo de habitantes deste grupo resultará em dados satisfatório, mas, que esconde uma falha na distribuição de renda. Por isso mesmo a sustentabilidade leva em consideração fatores como pobreza, meio ambiente e biodiversidade, além de padrões de consumo, saúde, educação, dentre outros.
            De maneira geral o conceito de desenvolvimento sustentável procura harmonizar a economia ao meio em que ela é implantada, respeitando os fatores sociais e ambientais. Pois, o progresso é desejável, mas, precisa ser responsável.